O julgamento de Cacá e Marinho, do Vitória, no STJD teve uma situação inesperada nesta quinta-feira (27). Durante a sessão que analisou a confusão ocorrida no Ba-Vi 508, a Procuradoria apresentou um conteúdo que continha um áudio falso do VAR, produzido originalmente por uma página de humor.
O material apareceu durante a análise do episódio envolvendo Jean Lucas e os jogadores rubro-negros após o segundo gol do Bahia no clássico. O equívoco foi identificado pelo advogado do Vitória, Matheus Moreira Saleão, e posteriormente reconhecido pela própria Procuradoria.
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Como um áudio falso foi parar no julgamento do STJD?
O conteúdo reproduzido na sessão havia sido publicado por uma página do Instagram dedicada a fazer paródias envolvendo o VAR da CBF.
No áudio humorístico, uma suposta comunicação da arbitragem fazia referência à tentativa de Cacá de rasgar a camisa exibida por Jean Lucas.
“Não é pra rasgar, ok? Respeita o manto. Vai pra lá”
Ao perceber o conteúdo, Matheus Moreira Saleão interrompeu a sessão para questionar a validade da prova apresentada.
“Presidente, pela ordem. Apenas fazer um questionamento quanto à prova apresentada pela procuradoria. Tenho quase certeza que essa página é a mesma que foi envolvida no caso de áudio de VAR fake. Se não me engano, são um perfil de paródia”
O advogado rubro-negro reconheceu a origem do material porque a mesma página já havia aparecido em outro caso analisado pelo STJD.
Procuradoria reconheceu equívoco durante sessão
O procurador Roberto Maldonado não foi o responsável pela inclusão do material nos autos. A denúncia havia sido assinada pela procuradora Ana Julia Piacente. Após o alerta feito pela defesa do Vitória, Maldonado também demonstrou dúvidas sobre o conteúdo e pediu que ele fosse desconsiderado.
“Esse aí devia estar na denúncia, mas eu não tinha verificado esse vídeo. Então acredito, até para desconsiderar esse vídeo”
Apesar do episódio, o julgamento prosseguiu.
Cacá e Marinho foram punidos
Cacá e Marinho responderam com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O zagueiro recebeu dois jogos de suspensão pela tentativa de rasgar a camisa adversária. Marinho foi inicialmente punido com uma partida, mas a pena acabou convertida em advertência. Jean Lucas, por outro lado, foi absolvido.
A decisão envolvendo Cacá ainda é passível de recurso. Sem efeito suspensivo ou mudança na punição, o defensor passa a representar uma baixa para Jair Ventura na sequência da temporada.

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