A escassez de centroavantes de origem levou o técnico Jair Ventura a buscar alternativas dentro do próprio elenco do EC Vitória. Nos últimos treinamentos e partidas, o treinador rubro-negro passou a utilizar Fabri e Osvaldo como referências no ataque, mesmo com ambos tendo características diferentes das de um centroavante tradicional.
A estratégia surge como uma solução momentânea para manter a equipe competitiva enquanto o departamento médico trabalha para recuperar os jogadores da posição.
A improvisação não é novidade no futebol, mas chama atenção pelo contexto vivido pelo Leão. Embora o clube tenha iniciado a temporada com diferentes opções para a camisa 9, problemas físicos reduziram drasticamente as alternativas disponíveis para Jair Ventura. Com isso, o treinador precisou adaptar atletas que normalmente atuam pelos lados do campo ou em funções de maior mobilidade para exercer o papel de homem de referência no ataque.
Lesões mudam os planos da comissão técnica
A ausência de centroavantes de origem obrigou o Vitória a repensar seu sistema ofensivo. Renato Kayzer, principal opção para a posição, precisou ser preservado em determinados momentos da temporada.
Ao mesmo tempo, Renzo López, que foi para o Ceará, se recuperava de lesão, enquanto Pedro Henrique ainda passava por um processo de recondicionamento físico. Diante desse cenário, Jair Ventura optou por buscar soluções internas em vez de alterar completamente o modelo de jogo.
Fabri foi o primeiro a ser testado como camisa 9. O atacante recebeu oportunidades na função, utilizando sua velocidade para atacar os espaços e pressionar a saída de bola adversária. Posteriormente, foi a vez de Osvaldo assumir o posto em algumas partidas, oferecendo características diferentes ao setor ofensivo.
Mesmo sem a força física de um centroavante tradicional, o veterano compensou com inteligência tática, movimentação e qualidade técnica para participar da construção das jogadas.
Osvaldo recebe elogios de Jair Ventura
Após observar o desempenho do camisa 11, Jair Ventura elogiou publicamente a atuação do atacante improvisado. Segundo o treinador, Osvaldo oferece recursos diferentes dos demais jogadores da posição e pode ser uma alternativa importante enquanto o elenco não conta com todos os atacantes disponíveis.
“Nossos noves estão todos machucados, e o Osvaldo já fez essa função em outros clubes. Diferente do Fabri, ele tem um pouco mais de refino e oferece mais triangulações. Jogamos com três meias, e fizemos várias tabelas bonitas. Criamos bastantes chances, fizemos um gol bonito. Essa foi a situação do Osvaldo. A gente pode usar ele ali, eu gostei muito. No jogo passado ele entrou bem, e quem entra bem vai ganhando mais minutagem. Então ganhamos mais um camisa nove com o Osvaldo.”

Solução pode aumentar a competitividade do elenco
Além de resolver um problema imediato, os testes realizados por Jair podem ampliar o leque de opções táticas do Vitória. Ter jogadores capazes de atuar em mais de uma posição oferece maior flexibilidade para o treinador durante as partidas, especialmente em um calendário longo e desgastante.
Fabri, por exemplo, traz intensidade e velocidade para pressionar a defesa rival, enquanto Osvaldo oferece maior capacidade de associação com os meio-campistas e leitura dos espaços.
A utilização dos dois como centroavantes também permite que o Vitória mantenha um modelo de jogo semelhante ao utilizado com um camisa 9 de origem, sem a necessidade de mudanças drásticas na formação.
Enquanto aguarda a recuperação completa de Renato Kayzer e Pedro Henrique, Jair ganha alternativas importantes para manter o setor ofensivo competitivo.
A tendência é que Fabri e Osvaldo continuem sendo observados na função, podendo ser utilizados de acordo com a estratégia definida para cada compromisso da temporada.
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