Vitória liga alerta e Fábio Mota admite medida drástica após impacto das bets
A proibição das casas de apostas no Brasil pode provocar mudanças importantes no planejamento…
A proibição das casas de apostas no Brasil pode provocar mudanças importantes no planejamento do Vitória para as próximas temporadas. Com a perspectiva de uma queda considerável nas receitas, o Rubro-Negro passou a avaliar a venda de jogadores como uma das alternativas para recompor o orçamento.
O cenário foi detalhado pelo presidente Fábio Mota, em entrevista à Baiana FM. Segundo o dirigente, negociar peças importantes do elenco não estava entre as prioridades da diretoria, mas a mudança no ambiente financeiro obrigou o clube a rever a estratégia.
“Só resta pra gente agora vender ativo, vender jogador para tentar fechar aí o rombo e o buraco que ficou. Não tem outra alternativa, vamos ter que vender atleta”, afirmou Fábio Mota.

Vitória muda planejamento após impacto das bets
O Vitória tem contrato de patrocínio máster com a 7KBet. Levantamentos divulgados nos últimos dias apontam que o acordo representa aproximadamente R$ 20 milhões anuais para o clube. Fábio Mota já havia estimado que os efeitos envolvendo as empresas do setor poderiam representar uma perda equivalente a cerca de 15% da receita rubro-negra.
Antes da mudança de cenário, a intenção era preservar os principais ativos e seguir com o planejamento financeiro estabelecido pela diretoria. Agora, propostas que chegarem ao Barradão poderão ser analisadas sob uma perspectiva diferente.
“Até então isso não era o nosso planejamento, né, Tácio? A gente estava de forma organizada, apertado, não estava pensando nisso. A partir de agora, tem várias propostas de vários atletas do Vitória”, explicou.
Renê, Lucas Arcanjo e Ramon são citados por Fábio Mota
Ao tratar da possibilidade de negociar jogadores, Fábio Mota revelou que alguns nomes do atual elenco já despertaram interesse de outros clubes. Entre eles estão o zagueiro Renê, o goleiro Lucas Arcanjo e o volante Ramon.
De acordo com o presidente, o Vitória já recebeu consultas ou propostas pelos atletas e, em alguns casos, chegou a abrir conversas anteriormente. A diferença é que, naquele momento, a necessidade de realizar vendas não era a mesma enfrentada agora.
“O Vitória não tem dificuldade de vender jogadores. Por exemplo, o Vitória não tem dificuldade de vender Renê, o Vitória não tem dificuldade de vender Lucas Arcanjo, o Vitória não tem dificuldade de vender Ramon. Todos esses jogadores já tiveram propostas, o Vitória negociou até sentar para negociar”, revelou.
Venda de ativos pode ganhar peso nas contas do Vitória
Fábio Mota também indicou que o clube já trabalha com receitas previstas para este e para o próximo ano, mas entende que será necessário encontrar novas formas de compensar o impacto provocado pela mudança envolvendo as casas de apostas. Nesse contexto, a valorização e posterior negociação de atletas passa a ocupar um espaço maior no planejamento financeiro do Vitória.
A situação ocorre em meio a um impacto mais amplo no futebol brasileiro. Dos 20 participantes da Série A, 14 possuem empresas de apostas como patrocinadoras principais, e os contratos somam centenas de milhões de reais por temporada.
Com isso, o Rubro-Negro pode adotar uma postura diferente diante das próximas investidas do mercado. Jogadores que inicialmente estavam nos planos para permanecer no Barradão poderão ser negociados caso apareçam propostas consideradas interessantes pela diretoria.
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