Vitória perde milhões com fim das bets e Fábio Mota revela impacto para 2027
A proibição das casas de apostas no Brasil provocou uma mudança significativa no planejamento…
A proibição das casas de apostas no Brasil provocou uma mudança significativa no planejamento financeiro do Vitória. Presidente do clube, Fábio Mota revelou números do impacto esperado nos cofres rubro-negros e criticou principalmente a forma como a medida foi implementada, sem um período maior de transição para os contratos que estavam em vigor.
Em entrevista à Baiana FM, o dirigente afirmou que não pretende defender a manutenção das bets, mas questionou a maneira como a mudança aconteceu. Segundo ele, uma adaptação gradual permitiria aos clubes reorganizar contratos e buscar novas fontes de receita antes de perder valores que já estavam previstos no orçamento.
“Eu acho que, da forma que foi feita, açodadamente, é que a gente vem criticar a forma como foi feita. Isso foi feito na Premier League, eles deram um ano para adaptação. Não tô defendendo a Bet, repito, eu acho que a forma que foi feita foi equivocada e virou terra arrasada para os clubes brasileiros, para o Vitória, que tinha esse contrato”, declarou Fábio Mota.

Vitória calcula impacto de R$ 45 milhões em 2027
O principal problema para o Vitória está justamente no dinheiro que fazia parte do planejamento financeiro do clube. De acordo com Fábio Mota, somente nos últimos meses de 2026, o Rubro-Negro terá uma redução milionária no fluxo de receitas.
O presidente afirmou que o clube deixará de receber R$ 2,5 milhões por mês neste fim de ano. Ele também mencionou um impacto de R$ 10 milhões no período e projetou um prejuízo ainda maior para a próxima temporada: cerca de R$ 45 milhões em 2027.
“O Vitória perde 2 milhões e meio mês nesse fim de ano, certo? Como não recebemos o mês passado, 10 milhões, e o ano que vem um rombo de 45 milhões”, afirmou.
Fábio Mota reclama da falta de período de transição
Outro ponto levantado pelo presidente envolve os contratos que já estavam assinados. Fábio Mota afirmou que a forma adotada para a proibição impediu o Vitória de receber valores relacionados a multas ou rescisões contratuais.
“De uma hora para outra, você acorda no outro dia, esse contrato foi extinto. E da forma que foi feita pelo Governo Federal, não permite que você receba nem a multa, nem a rescisão do contrato da Bet.”
A Medida Provisória 1.394/2026 proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. O texto também estabelece o encerramento das autorizações existentes e determina a devolução dos valores pertencentes aos apostadores. A MP ainda precisa passar pelo Congresso Nacional.
Fábio Mota também disse que, nas reuniões realizadas anteriormente com representantes do Governo Federal, os clubes não haviam recebido a indicação de que a atividade seria proibida nos moldes posteriormente anunciados.
“Todas as reuniões que nós tivemos com o Governo Federal, hora nenhuma ninguém disse que ia acabar com a Bet.”
Impacto vai além do patrocínio principal do Vitória
Na avaliação do mandatário rubro-negro, a dimensão do problema não está limitada ao espaço ocupado pelas empresas de apostas nas camisas. As bets também representavam receitas em outras propriedades comerciais do futebol, incluindo publicidade nos estádios.
“O patrocínio da camisa é muito menor do que o patrocínio da Bet. Os clubes brasileiros têm contrato de patrocínio das camisas e têm dinheiro das placas de estática, aquelas placas que fazem as propagandas ao redor do jogo.”
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