A 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concluiu o julgamento das declarações dadas após o confronto entre Athletico Paranaense e Vitória, pela 13ª rodada da Série A.
O resultado trouxe punições para o atacante Erick e para o presidente Fábio Mota, enquanto o técnico Jair Ventura acabou absolvido. Ainda cabe recurso da decisão.
Denunciados com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), os três responderam por declarações consideradas desrespeitosas contra a arbitragem. Erick foi suspenso por duas partidas, e Fábio Mota recebeu gancho de 30 dias.

Erick recua e admite fala “infeliz”
Ao prestar depoimento, Erick reconheceu que exagerou nas palavras após o apito final. O atacante do Vitória explicou que o desabafo ocorreu no calor do momento e negou intenção de ofender diretamente a arbitragem.
“Primeira vez que estou aqui, tenho mais de 300 jogos na carreira e nunca fui expulso. Depois do jogo contra o Athletico eu estava exaltado, no calor da partida, e acabei falando que nossa equipe foi roubada. Acho que fui infeliz na minha fala, não queria dizer que o árbitro é ladrão nem nada. Apenas queria dizer que minha equipe foi prejudicada”.
Absolvido, Jair Ventura justifica expressão
Livre de punição, Jair Ventura detalhou o contexto da expressão “vai acabar em pizza”, utilizada na entrevista coletiva. O treinador sustentou que fez uma crítica à ausência de medidas após erros admitidos.
“Nunca estive aqui. São dez anos de carreira, dez clubes, 414 jogos. Tenho duas expulsões. […] Usei o ‘acabar em pizza’, que é um jargão popular. […] Se eles reconhecem o erro e não tem consequência administrativa, isso não termina em pizza?”, questionou.
Ele ainda reforçou o impacto esportivo das decisões: “Reconheceram os erros e nada foi feito. Os pontos não vão voltar. […] Times são rebaixados e perdem títulos por causa de um ponto”.

Fábio Mota critica critérios e cita prejuízos
Mesmo punido, Fábio Mota manteve o discurso contundente diante da comissão. O dirigente do Vitória apontou falta de uniformidade nas decisões da arbitragem e destacou lances recentes que, segundo ele, prejudicaram o clube.
“Falta de uniformização. As decisões tomadas nos jogos não são iguais mesmo com casos idênticos. […] O que foi pênalti no jogo do Athletico-PR, em milhões de lances aqui no Brasil não é dado”.
O presidente também mencionou outros episódios: “Depois fomos prejudicados também contra o Athletico-PR. Foram dois jogos seguidos. […] Houve interferência nos resultados das partidas em virtude desses erros”.
Por fim, defendeu o tom de suas declarações: “A minha fala não foi desrespeitosa. O que estou fazendo é uma reivindicação. Não é fácil fazer futebol no Nordeste”.
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