O Vitória conquistou uma importante vitória fora das quatro linhas. O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) decidiu suspender, por 12 meses, todos os atos constritivos e expropriatórios contra o clube e a Vitória S.A, garantindo mais estabilidade financeira para a sequência do planejamento rubro-negro.
A medida foi aprovada por unanimidade pelo Órgão Especial do TRT-BA e passa a valer entre 31 de maio de 2026 e 30 de abril de 2027. Com isso, ficam suspensas penhoras, bloqueios judiciais e demais atos de execução trabalhista durante a vigência do novo acordo firmado entre as partes.

Acordo exige pagamentos milionários do Vitória
A nova resolução, publicada nesta segunda-feira (1º), está vinculada à repactuação do acordo global celebrado entre o Vitória e seus credores trabalhistas. Para manter os benefícios da suspensão, o clube precisará cumprir rigorosamente uma série de compromissos financeiros.
Entre as obrigações está o pagamento de aportes mensais de R$ 500 mil até o último dia de cada mês. Além disso, o Leão terá que realizar um aporte extraordinário de R$ 4 milhões em dezembro deste ano, referente a parcelas vencidas do acordo anterior.
O valor pode aumentar dependendo da campanha rubro-negra na Série A do Campeonato Brasileiro. Caso o Vitória termine a competição a partir da 12ª colocação, o aporte passará para R$ 5,56 milhões. Se a equipe encerrar o campeonato entre os oito primeiros colocados, uma nova negociação será realizada em audiência marcada para dezembro.

Vitória já quitou R$ 33 milhões em processos
Os números apresentados ao TRT demonstram avanços significativos na redução do passivo trabalhista do clube. Desde o início do acordo global, foram quitados 240 processos, totalizando cerca de R$ 33 milhões pagos.
Atualmente, ainda existem 93 processos incluídos nas planilhas do procedimento conciliatório, representando uma dívida estimada em R$ 49,5 milhões. Outros 118 processos seguem em tramitação, somando aproximadamente R$ 30,8 milhões.
O tribunal destacou que o Vitória cumpriu integralmente as obrigações assumidas no acordo anterior, realizando pagamentos de R$ 2,65 milhões entre abril e dezembro de 2025. Esse histórico de adimplência foi um dos fatores considerados para a manutenção da suspensão das execuções.
A decisão também prevê mecanismos de fiscalização. Caso haja atraso superior a 30 dias nos pagamentos, o TRT poderá restabelecer imediatamente bloqueios e penhoras. Se o descumprimento ultrapassar 60 dias, o acordo poderá ser cancelado.
Para o tribunal, a repactuação busca equilibrar dois objetivos: garantir o pagamento dos créditos trabalhistas e preservar a capacidade financeira do Vitória, permitindo que o clube continue funcionando e honrando seus compromissos dentro e fora de campo.
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