A implementação da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) no Vitória segue como um projeto estratégico, mas ainda distante de sair do papel, e o motivo passa diretamente pelo cenário atual do mercado.
Responsável por conduzir o processo no clube, o advogado André Sica voltou a se pronunciar publicamente após ser questionado por um torcedor nas redes sociais. Na resposta, ele deixou claro que o andamento da iniciativa esbarra em fatores externos.
Segundo Sica, a criação da SAF não depende apenas de decisões internas do clube, mas, principalmente, do interesse de investidores. E, neste momento, esse interesse diminuiu.
“A SAF não é gerencial. Se fosse, já teria sido constituída. A SAF do Vitória é um projeto concreto, muito sólido, que estamos diariamente buscando executar. O momento, entretanto, não é bom”, explicou.
O advogado ressaltou que dificuldades enfrentadas por outras SAFs no Brasil acabaram gerando desconfiança no mercado, afastando investidores estrangeiros e tornando o ambiente menos favorável para novos negócios no futebol.
Apesar disso, Sica reforçou que o planejamento do Vitória sempre foi de médio a longo prazo, sem expectativa de conclusão rápida: “Assim que entramos, informamos que o projeto de SAF seria longo e não se concretizaria em menos de dois anos. Vamos continuar fortes para acelerar isso”, completou.
A diretoria rubro-negra segue tratando a SAF como peça-chave para o futuro do clube, mas o discurso atual indica um processo mais cauteloso, dependente de uma retomada do mercado e da confiança dos investidores.