O imbróglio envolvendo Vitória e Santos ganhou um novo capítulo. O presidente rubro-negro, Fábio Mota, afirmou de forma categórica que o clube baiano não irá pagar o saldo devedor de aproximadamente R$ 3,6 milhões referente à contratação do atacante Lucas Braga.

A quantia corresponde a parcelas atrasadas do acordo firmado em 2025, quando o Vitória adquiriu 70% dos direitos econômicos do jogador por R$ 5 milhões. No entanto, a descoberta de uma doença cardíaca congênita grave, que forçou o atleta a encerrar a carreira, mudou completamente o cenário.
“Não há por que o Vitória pagar por um ‘produto’ que já veio com defeito de fabricação. É uma doença congênita, ele já nasceu com isso. O Santos tinha a obrigação de saber ou de nos informar. O Vitória se sente lesado e vai buscar na Justiça a nulidade desse débito, já que o atleta não tem mais condições de exercer a profissão”, declarou Fábio Mota.

Do outro lado, o Santos avalia acionar a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), alegando estar amparado juridicamente para cobrar os valores acordados, mesmo após a rescisão contratual.
O mandatário do Vitória também reforçou que o jogador não mantém mais qualquer vínculo com o clube. A rescisão foi oficializada após publicação no BID da Confederação Brasileira de Futebol.
“Ele realmente não tem vínculo com o Vitória, não tem vínculo com ninguém. Ele não vai conseguir jogar mais futebol. O laudo é claro e mostra isso. Com a publicação no BID, a rescisão é definitiva para que o clube possa seguir seu planejamento sem esse custo”, afirmou.
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