Depois de um 2025 para esquecer, marcado por campanhas irregulares, eliminações traumáticas e um Campeonato Brasileiro longe da tranquilidade prometida, o Vitória decidiu encerrar o ano com um gesto claro ao seu torcedor.
Em meio às festas de fim de ano, a diretoria rubro-negra confirmou a compra definitiva de dois dos principais nomes do elenco: o volante Gabriel Baralhas e o atacante Erick. Os dois atletas chegaram ao Barradão por empréstimo e, ao longo da temporada, se consolidaram como peças importantes da equipe.

O bom rendimento em campo fez o clube optar pelo investimento para garantir a permanência da dupla, em uma movimentação que muda o patamar recente do Vitória no mercado. A negociação mais expressiva envolveu Gabriel Baralhas.
Emprestado pelo Atlético-GO, o volante se destacou pela intensidade, liderança e regularidade, tornando-se fundamental no meio-campo rubro-negro.
O gol decisivo contra o São Paulo, na rodada final do Brasileirão, ficou marcado como um dos momentos mais emblemáticos da temporada ao assegurar a permanência do Leão na Série A.
Para adquirir 70% dos direitos econômicos do jogador, o Vitória desembolsou R$ 8 milhões — valor que o coloca como a contratação mais cara da história do clube.
Já Erick, que pertencia ao São Paulo, teve um caminho de afirmação diferente. Após um início instável e sob desconfiança de parte da torcida, o atacante ganhou confiança, passou a ser decisivo e terminou o Campeonato Brasileiro como um dos destaques ofensivos da equipe.
Para selar a compra do camisa 33, o Vitória investiu R$ 7 milhões, montante que inclui tanto o valor do passe quanto pendências financeiras com o clube paulista.
Com as duas aquisições, o Vitória atingiu cifras inéditas em sua história recente e reforçou a política de valorização de atletas que entregaram rendimento esportivo. Baralhas e Erick agora figuram no topo da lista das contratações mais caras já realizadas pelo clube.

As contratações mais caras da história do Vitória
- Gabriel Baralhas – 2025 – R$ 8 milhões
- Erick – 2025 – R$ 7 milhões
- Wagner Leonardo – 2023 – R$ 5,6 milhões
- Claudinho – 2024 – R$ 5,1 milhões
- Petkovic – 1997 – R$ 5 milhões (cerca de R$ 44 milhões atualmente)
- Janderson – 2024 – R$ 5 milhões
- Wellington Rato – 2025 – R$ 5 milhões
- Lucas Braga – 2025 – R$ 5 milhões
- Kieza – 2016 – R$ 4 milhões
- Bebeto – 1997 – R$ 3,5 milhões (cerca de R$ 30 milhões atualmente)
- Fabri – 2025 – R$ 3,2 milhões
- Léo Naldi – 2024 – R$ 3 milhões
O movimento da diretoria, liderada por Fábio Mota, é visto internamente como um passo importante para dar mais estabilidade ao elenco e evitar novos riscos esportivos, além de representar uma tentativa de reconexão com a torcida após um ano de altos e baixos.
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