Bastidores quentes! Vitória formaliza denúncia e pressiona CBF por explicações: “Erros claros e decisivos”

Vitória x Athletico-PR
Vitória x Athletico-PR - VIC

O Vitória decidiu escalar o tom após a derrota para o Athletico-PR e oficializou uma representação junto à Confederação Brasileira de Futebol contra a arbitragem da partida pelo Campeonato Brasileiro.

O documento detalha uma série de lances considerados decisivos e que, na visão do clube, comprometeram diretamente o resultado. Entre os principais pontos levantados está uma entrada dura sobre o volante Zé Vitor ainda na etapa inicial.

Fábio Mota, Vitória
Fábio Mota, Vitória

Para o Vitória, o lance configurava agressão passível de expulsão imediata, o que não ocorreu. A não aplicação do cartão vermelho é tratada como um erro grave dentro do contexto da partida. Outro episódio que gerou forte contestação foi o pênalti marcado contra o zagueiro Cacá.

No entendimento do clube, a arbitragem interpretou de forma equivocada o lance, classificando a decisão como um equívoco técnico que influenciou o andamento do jogo. A representação também reúne críticas à condução disciplinar do árbitro.

O Vitória aponta a ausência de um segundo cartão amarelo em um lance que envolveu simulação seguida de toque de mão, além de uma entrada considerada perigosa sobre o atacante Renê, que, segundo o clube, deveria ter sido punida com maior rigor.

O uso do VAR também entrou na mira. O Leão questiona a falta de recomendação para revisão em lances considerados claros, tanto em possíveis expulsões quanto na marcação do pênalti. Para a diretoria, houve omissão em momentos-chave que exigiam uma análise mais aprofundada à beira do campo.

Vitória x Athletico-PR
Vitória x Athletico-PR – VIC

Como desdobramento, o Vitória solicita à CBF uma avaliação minuciosa de todos os lances citados, a adoção de eventuais medidas contra a equipe de arbitragem e a divulgação dos áudios do VAR. O clube também cobra transparência nos critérios utilizados nas decisões.

A iniciativa reforça o cenário de insatisfação do rubro-negro baiano e aumenta a pressão sobre a entidade que comanda o futebol nacional, reacendendo o debate sobre a atuação da arbitragem e o uso da tecnologia nas competições.