O Vitória não contará com o goleiro Thiago Couto na temporada de 2026. A diretoria rubro-negra decidiu encerrar definitivamente as negociações com o Sport, clube detentor dos direitos do atleta, e descartou qualquer possibilidade de manutenção do jogador no elenco para o próximo ano.
Thiago Couto, Vitória
O principal entrave para a continuidade da negociação foi a mudança no contexto do acordo entre os clubes. Inicialmente, o empréstimo de Thiago Couto estava inserido em uma operação que envolvia o volante Filipe Machado, mas a transferência do meio-campista para o Goiás acabou inviabilizando o negócio e esfriando as tratativas entre as diretorias.
A decisão foi confirmada pelo diretor de futebol do Vitória, Sérgio Papellin, que destacou que o clube optou por seguir o planejamento esportivo e financeiro traçado para a temporada. Segundo o dirigente, a posição de goleiro já está bem preenchida no elenco, o que afastou a possibilidade de investir em mais um atleta com salário elevado.
“Nós estamos bem servidos de goleiros. O Lucas Arcanjo está retornando, temos também o Gabriel Vasconcellos, então a negociação com Thiago Couto não existe mais. Não vamos investir em um terceiro goleiro com um nível salarial tão alto e preferimos evitar uma briga futura”, afirmou Papellin em entrevista ao Canto Rubro-Negro.
Thiago Couto, Vitória – Foto: Divulgação
Thiago Couto teve participação pontual ao longo da temporada de 2025, entrando em campo em nove partidas pelo Leão da Barra. O goleiro ganhou espaço após a lesão de Lucas Arcanjo, que sofreu um problema no joelho e ficou fora do restante do Campeonato Brasileiro, abrindo caminho para a estreia do arqueiro, inclusive em confronto diante do Corinthians.
Com o fim das negociações, o Vitória segue o planejamento para 2026 apostando nos goleiros já integrados ao elenco. Thiago Couto, por sua vez, retorna ao Sport, clube ao qual pertence. Revelado pelo São Paulo, o jogador tem 26 anos, contrato até dezembro de 2027 com o time pernambucano e teve 11 partidas disputadas pelo Leão da Ilha, que adquiriu 50% de seus direitos econômicos no início de 2024, por R$ 1,9 milhão.